Terça-feira, Abril 24, 2007


Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisares passar para atravessares o rio da vida.Existem , certos atalhos sem número, e pontes , que se ofereceram para levar-te além do rio; mas isso te custaria tua própria pessoa ; tu hipotecarias e te perderias.Existe no mundo um único caminho onde deves passar.Onde leva-o ?Não perguntes....segue-o.

Nietzche

Segunda-feira, Abril 23, 2007

Os poemas


Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana

Quinta-feira, Abril 19, 2007

Quando conquistou tudo o que todos querem cortejar, a pobre recompensa não vale os custos: juventude desperdiçada, alma aviltada, honra perdida, são os teus frutos, ó paixão triunfante!.
Lord Byron

Terça-feira, Abril 17, 2007


Silfos ou gnomos tocam?...
roçam nos pinheirais
sombras e bafos leves
de ritmos musicais
Ondulam como em voltas
de estradas não sei onde,
ou como alguém que entre em árvores
ora se mostra ou esconde.
Formas longíquas e incertas
que nunca terei...
mal ouço, e quase choro.
Por que choro não sei
Tão tênue melodia
que mal sei se ela existe
ou se é só o crepúsculo,
os pinhais e eu estar triste.
Mas cessa, como uma brisa
esquece a forma aos seus ais;
e agora não há mais música
do que a dos pinheirais
Fernando Pessoa

Quarta-feira, Abril 11, 2007


Quando me amei de verdade
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!




Charles Chaplin

Segunda-feira, Abril 09, 2007


Nunca o homem inventará nada mais simples
nem mais belo do que uma manifestação da natureza.
Dada a causa, a natureza produz o efeito
no modo mais breve em que pode ser produzido.
Leornado da Vinci

Sexta-feira, Abril 06, 2007

A imaginação trata o homem como se deve: iludi-o primeiro,
rouba-lhes a noção de realidade,
e depois, enquanto este está inebriado,
finca em suas costas largas,
o punhal ardente da verdade.

Quarta-feira, Abril 04, 2007


Segunda-feira, Abril 02, 2007


"A casa de meu pai tem quatro quartos
a dupla que fez cada um de nós
não gostaria de ver meu pai
sem seu terno largo e folgado,
nem mamãe sem seus velhos ditados
seu mundo tão correto não me arvoro a mexer
aquela sala de estar sempre arrumada, polida
e que nunca é usada
não há nada pra trocar de lugar.
Daqui, bem longe de lá
onde faço meu lugar
entre uma canção e um café expresso
me falta a presença daquela gente
meu velho conselheiro
minha velha protetora
a falta de me entregar acriançado
alegria de escutar a relíquia
de um disco antigo, inquebrável
o canto de ninar.
Quando volto pra lá não levo roupas estranhas
visto-me de filho
traje especial do qual não me desfaço"
Raul Seixas