Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras?
Tudo.
Que desejas?
- Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília Meireles

1 comentários:
Cecília, sempre perfeia!
É das minhas favoritas pela linguagem quese coloquial em muitos dos seus poemas.
Este, em especial, eu não conhecia.
Obrigada.
Vim agradecer seu comentário no blog da Sonia sobre o meu pequeno poema eo meu blog.
É sempre bom fazer novos amigos, principalmente os que gostam de poesia.
Muito obrigada.
beijos
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