Sábado, Agosto 11, 2007

A fonte

Da espalda de um rochedo, gota a gota
límpida fonte sobre o mar caia,
Mas, ao vê-la tombar em seu regaço:
" O que queres de mim?” O mar dizia.
“Eu sou da tempestade o antro escuro;
“Onde termina o céu aí começo;
“Eu que nos braços toda a terra espreito,
“De ti, tão pobre e vil, de ti careço?…
No tom saudoso do quebrar das águas
Ao mar, serena, a fonte assim murmura:
“A ti, que és grande e forte, a pobre fonte
Vem dar-te o que não tens, dar-te a doçura!”

Victor Hugo

1 comentários:

naenorocha1@hotmail.com disse...

NÃO É SÓ ISSO

Olho-te e estremeço
Tremo, turvo a vista, toldo a alma
Esse torvelinho eu não mereço
Eu quero a vida calma
Olho-te e é desalinho
Quase um desastre no começo
Eu quero a vida calma.

Tudo roda
Quando chegas
Tudo é precipício
Quando partes
Eu não sei viver
Essa tragédia grega
Eu quero tudo em paz
E quero arte.

Um beijo
Naeno

www.poemusicas.blogspot.com