Da espalda de um rochedo, gota a gotalímpida fonte sobre o mar caia,
Mas, ao vê-la tombar em seu regaço:
" O que queres de mim?” O mar dizia.
“Eu sou da tempestade o antro escuro;
“Onde termina o céu aí começo;
“Eu que nos braços toda a terra espreito,
“De ti, tão pobre e vil, de ti careço?…
No tom saudoso do quebrar das águas
Ao mar, serena, a fonte assim murmura:
“A ti, que és grande e forte, a pobre fonte
Vem dar-te o que não tens, dar-te a doçura!”
Victor Hugo

2 comentários:
Ohhhh, que lindo!
NÃO É SÓ ISSO
Olho-te e estremeço
Tremo, turvo a vista, toldo a alma
Esse torvelinho eu não mereço
Eu quero a vida calma
Olho-te e é desalinho
Quase um desastre no começo
Eu quero a vida calma.
Tudo roda
Quando chegas
Tudo é precipício
Quando partes
Eu não sei viver
Essa tragédia grega
Eu quero tudo em paz
E quero arte.
Um beijo
Naeno
www.poemusicas.blogspot.com
Postar um comentário