Oculta consciência de não ser, Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José Saramago
José Saramago

1 comentários:
Essa interligação e finitude no infinito não me dá medo, me dá admiração, fico assim embevecida...
No mundo de hoje só me revolta, no entanto que tantas sementes sejam forçadas a serem menos do que prometiam ser, tolhidas pelo mal e então, as ondas que vem dos outros vêm cheias de frustrações, dores, amarguras e "eu queria" ou "eu poderia"...
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